quarta-feira, novembro 11

Foi assim: quando dei por mim, estava andando naquele parque sem nome, perto da antiga casa. Enquanto caminhava via que da terra brotavam folhas de caderno cheias de versos. Fui pegando todas decididamente, mas fiquei tímida de ler o que não
era meu. Ou era tudo meu? E eu forçava a vista, mas não conseguia ler e fui juntando tudo e lhe disse que daria um livro.
Só consegui ler uma página tão atenta e com tanta força que quase passei de cá para lá e nela haviam rabiscos tão seguros e mesmo tão borrada, entendi. Que continham instruções para se fazer uma alma .Eu queria mesmo entender como se faz, apesar de que nunca farei uma, mas saber é bom.
Essa tarde amanheceu em mim, bem diante dos meus olhos, e então, nós dois deitados de barriga para cima, vendo o céu escurecer e trazer a noite para nossos cantos empoeirados e cheios de dúvida.”


(trecho do meu livro "Pequeno Tempo" que será lançado em breve)

6 comentários:

renatinha disse...

Onírico...

Perivaldo Graça disse...

muito bom mesmo! simplesmente bonito. leitores assíduos do blog ganharão cópias autografadas? rs

vanessacamposrocha disse...

opa!! gostei da sugestão e fico feliz que tenha achado o texto bonito!
obrigada pelas visitas

abraços

Luanne Araujo disse...

que lindo!
quero livro autografado tbm :)

vanessacamposrocha disse...

ok Luanne, pódexácomigo!

Ana disse...

Adivinha se não li, amei e, para minha surpresa, la embaixo descobri que era trecho do meu livro mesmo...