segunda-feira, junho 28

sexta-feira, junho 25

Saiu no Estadão!

segunda-feira, junho 21

As cinco em ponto parei
não havia sol
cigarro no farol
não havia peito
para bater corações e livros
nem que ajoelhasse
relógio parasse
para mim o barco já foi
só quem ficou
fui eu e a
praia mulher do meu lado
deve estar sonhando
porque geme
sozinha
vendedor quer trocado
não tenho não senhor
espreguiço por que
para mim:
já foi

sexta-feira, junho 11

Você todo azul

eu

o
u
v
i
n
d
o
b
l
u
e
s

domingo, junho 6

como se chama isso?

dentro do dentro
tem o esquecimento
fora do fora
tem o agora

e eu querendo
ser para agora
e esquecer
para dentro

segunda-feira, maio 24


Uma formiga mastigando um milionésimo de um torrão de açúcar, bem do topo da pilha. Ela olha o horizonte. Está pensando. E se escorregasse lá de cima, gritando bem alto como se fosse o último ato de sua vida?  Um passarinho olhando a própria asa. Por que diabos precisa voar? Uma cobra se arrastando pelo mato, enroscou-se em um fiapo de pano que não sai de jeito nenhum. Vai ter que entrar na água.Uma galinha. É o que ela é, mas não se conforma. Se bem que adora minhoca. E riscar o chão também. Que não é a mesma coisa que ciscar. Por isso entre em conflito com sua vida galinhesca.O cachorro está pensando bem no assunto. Divide ou não o pedaço de carne? Pode ser bom no futuro. Mas agora a barriga ronca.O urubu está tentando pular em um pé só.A vida dos peixes anda agitada. Caiu o moinho de vento no centro do aquário.A noite vai ter festa. Um monte de grilos vai se reunir no jardim do centro. O sapo já sabe que essa noite ele não dorme.O pernilongo está sem idéias. Ou vai ver, nunca as teve.Os homens continuam cansados. De tanto pensar como se manterem  no centro do mundo.